sábado, 17 de março de 2012

Damião chega a 100 jogos pelo Inter sem pensar em sair: 'Que eu faça 300'

Em grande fase, atacante colorado alcança média de 0,6 gols por jogo


Leandro Damião recebe o Prêmio Friedenreich (Foto: Diego Guichard/Globoesporte.com)Criado na várzea, um garoto paranaense de 20 anos estreava pelo Inter em 17 de janeiro de 2010, contra o Ypiranga-RS, pelo Gauchão. Com a responsabilidade de levar a 9 nas costas, logo demonstrou que sairia dali um grande atacante, um matador que faria milhares de torcedores no Beira-Rio urrarem de alegria. Com apenas nove minutos em campo, Leandro Damião voou de peixinho para selar o primeiro gol pelo clube. Comemorou com os braços para os céus, da mesma maneira como fez na goleada de 5 a 0 contra o The Strongest, na última terça-feira.

Quando pisar no gramado na próxima partida, o artilheiro com nome de santo completará 100 partidas pelo Inter. E se depender dele, essa conta está no começo.

- Por mim, que faça 300 jogos aqui – contou, em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM.

Damião tem um diferencial. Encara cada partida como se fosse a primeira, ainda como se fosse aquele que marcou duas vezes contra o Ypiranga, o mesmo que roubou bola na decisão da Libertadores de 2010 e ganhou notoriedade internacional ao marcar contra o Chivas.

São muitos sonhos que formam o sempre garoto Damião, como disputar Olimpíadas e Copa do Mundo. A média significativa atual de 0,6 gol por jogo o credencia a tudo isso e muito mais.

Na próxima partida, completará 100 jogos com a camiseta do Inter: o que essa marca representa para você?
Leandro Damião - Não tem ideia, para mim é sensacional poder chegar aos 100 jogos. Podia ter ido embora antes. Passou muito rápido. Foi importante também por ter marcado gols em decisões. Por mim, que faça 300 jogos aqui.

Já são 60 gols pelo Inter. Foi o artilheiro do Brasil no ano passado. Quais as próximas metas?
Nem eu me lembro de todos os gols. Não tenho isso de número. É como se fosse sempre o primeiro. Me entrego ao máximo pelo time. Não adianta falar que eu estou bem, tenho que continuar trabalhando para melhorar tudo.

Foram três gols contra o The Strongest. Estava se sentindo mais confiante nessa partida?
Eu tive mais oportunidades na partida do que o costume. Fazia movimentação e recebia. Oscar e Dátolo também jogaram muito. Sempre tentava. Aos poucos, com ritmo de jogo, vou me soltando mais.
Acha que o melhor seria ser poupado contra o Juventude para se focar no The Strongest?
Não tenho preferência. A comissão técnica vai decidir. Se eu for para o jogo, vou fazer o melhor.

Como será atuar na altitude dos 3,6 mil metros de La Paz?
Claro que a gente sente. O Santos perdeu uns cinco na cara do gol e saiu derrotado. Tem que ser como foi aqui no Beira-Rio, quando soubemos aproveitar as oportunidades que tivemos. Eles virão com tudo. Se fizermos 1 a 0 será ótimo.

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